BEIJO ENTRE A MÃO E O CORPO
Eu sei que o primeiro beijo se dá aí.
E foi há muito tempo, nos nossos olhos.
E isso, apesar de despida,
foi um corpo entregue,
que te foi entregue,
não por mim,
pela criação e Mão de Deus.
Por isso recebe e agradece.
Não, não te vou!…
Não te vou te roubar um beijo.
E mesmo que não seja por bem,
não resisto a esse sorriso de alento
com a cor dessa boca pintada
de cor natural.
Vem sorrindo e sorrindo,
misturado para mim,
com essa boca me envenenas,
com esses olhos
que me olhas e me condenas.
E eu fico perdida
e assim perco o corpo
que esvoaça para ti.
E não quero que partas
de mim.
Acabei de chegar.
E chegar dentro de ti, na alma,
que me fazes sentir de verdade, Pré-maquetagem
"JACA EM ESCAMAS"
RCP EDIÇÕES
20
porque sem quereres o meu beijo
vais não mais ter, porque é dele
que podes vir, e não voltar
a sofrer.
Canta me os teus segredos
na minha boca e não pares,
porque é isso – apenas – que te me quero
ouvir, sentes?
Daqui, desta Lisboa compassiva, Nápoles por Suíços habitada,onde a tristeza vil, e apagada, se disfarça de gente mais activa; Daqui, deste pregão de voz antiga, deste traquejo feroz de motoreta ou do outro de gente mais selecta que roda a quatro a nalga e a barriga; Daqui, deste azulejo incandescente, da soleira da vida e piaçaba,da sacada suspensa no poente,do ramudo tristôlho que se apaga(...)(O'Neill) Mas levem para o Céu que é só Meu! (Saint Jacques)
sábado, 31 de março de 2012
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Gemer a poesia da vida
Isto basta-me quando estou feliz, para ser feliz contigo.
(estou a tratar-te por tu)
em poesia que te canto tento ser ainda mais intima.
E é a forma que encontro
para te gemer os meus poemas
quando te amo o corpo a dizer-to....
Saint Jacques
Maio de 2011
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
LISBOA S.O.S.: Casa da Achada: um grande centro!
LISBOA S.O.S.: Casa da Achada: um grande centro!
Resta-me acenar a cabeça. Porventura levantar o antebraço. E a mão, para dizer adeus. Os tempos são acesos e as mudanças são para o sofrimento. Das palavras. Dos livros. Das pessoas. Das genes. De nós.
Resta-me acenar a cabeça. Porventura levantar o antebraço. E a mão, para dizer adeus. Os tempos são acesos e as mudanças são para o sofrimento. Das palavras. Dos livros. Das pessoas. Das genes. De nós.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
De que serve a poesia, se te parti?
De que serve a poesia, se te parti?
Vejo toda a noite como se dia fosse
Desfloro as pétalas da vida, uma a uma
Encarno pelo ventre acima e corro
Atrás de um vento perdido
Parti-me de ti e desejei que fugisses
Agora busco pelo razão tanto faz
Parti, é o que interessa
Não vale o medo ou secretárias
Enferrujadas com teclas que já não servem
Para escreveres poesia mentida
Podes ir
Encarna pelos ventres acima de outros
Ventres empobrecidos e apodrecidos
Esvai-te agora em lágrimas de sangue
E sem sofrimento, que essa é a natureza
Em que foste criada.
Foge. De ti. Porque ninguem te deseja
Senão para te esventrar
E tu, não pouco genuinamente
Finges não entender
De que serve a poesia, se te parti?
Saint Jacques
Vejo toda a noite como se dia fosse
Desfloro as pétalas da vida, uma a uma
Encarno pelo ventre acima e corro
Atrás de um vento perdido
Parti-me de ti e desejei que fugisses
Agora busco pelo razão tanto faz
Parti, é o que interessa
Não vale o medo ou secretárias
Enferrujadas com teclas que já não servem
Para escreveres poesia mentida
Podes ir
Encarna pelos ventres acima de outros
Ventres empobrecidos e apodrecidos
Esvai-te agora em lágrimas de sangue
E sem sofrimento, que essa é a natureza
Em que foste criada.
Foge. De ti. Porque ninguem te deseja
Senão para te esventrar
E tu, não pouco genuinamente
Finges não entender
De que serve a poesia, se te parti?
Saint Jacques
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Esperança da Rua
Esperança na Rua
Aqui, quase junto ao Céu
Começa a Rua da Esperança
onde tudo começa e tudo acaba
Vê-se o rio e as ramadas de árvores
Já desamadas pela Primavera
Onde ficam ninhos sedentos de pássaros
Que deixaram de amar
As suas amadas e partiram
Ficaram os ninhos vazios e as suas amadas
Em lágrimas que enchem os rios
Ninhos vazios e lá em baixo
Ficam as moscas e vespas da Rua da Esperança
Onde passam espécie de pessoas
Que vistas de cima parecem bolas
Ou nada, tudo começa e acaba
Como o rio que banha a rua da esperança
Ao largo da rua, aqui junto ao céu
Onde tudo começa e acaba
Aqui, na Rua da Esperança
Junto ao Céu, vejo o rio
E aqui, é só meu. Mesmo com ninhos vazios
E aves partidas e em penas
Aqui a rua é minha e a esperança
É a que chega do céu.
Sain Jacques
11_01_2012
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Perder-se no fim
Perder-se no fim
Quando circulamos sem rumo, andando de cá para lá,
Girando com saida e chegada
Sempre no mesmo ponto
É preciso foco, pensar e repensar.
Talvez depois...
Amar, apoiar tudo e todos e recomeçar
Amar pedras da calçada
E velhos que andam na rua e cospem no chão
Dar a mão àqueles e àquelas que pairam
No desespero da mundanidade
É preciso foco, pensar e repensar.
Talvez depois...
Amar, apoiar tudo e todos e recomeçar
É como se o ano acabasse e fosse recomeçar
É como se tudo acabasse. Aqui e agora.
Talvez fosse bom assim
Talvez não fosse
É preciso foco, pensar e repensar.
Talvez depois...
Amar, apoiar tudo e todos e recomeçar
Saint Jacques
Quando circulamos sem rumo, andando de cá para lá,
Girando com saida e chegada
Sempre no mesmo ponto
É preciso foco, pensar e repensar.
Talvez depois...
Amar, apoiar tudo e todos e recomeçar
Amar pedras da calçada
E velhos que andam na rua e cospem no chão
Dar a mão àqueles e àquelas que pairam
No desespero da mundanidade
É preciso foco, pensar e repensar.
Talvez depois...
Amar, apoiar tudo e todos e recomeçar
É como se o ano acabasse e fosse recomeçar
É como se tudo acabasse. Aqui e agora.
Talvez fosse bom assim
Talvez não fosse
É preciso foco, pensar e repensar.
Talvez depois...
Amar, apoiar tudo e todos e recomeçar
Saint Jacques
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
O amor e o seu fazedor
O amor e o seu fazedor
O amor é. Ponto.
É o vento e o tempo
É o ar e a tempestade
É o calor e o tormento
É o ciúme e o zelo.
O amor é.
É a soma e a subtração
Do sexo e do ódio
Do excesso e do nada
Do tudo e do pouco
O amor é.
O que eu quero dar e tirar
O cheiro e a pele e o sémen e a líbido ou falta dela
O amor é.
O amor não é
A vingança mas pode ser, sempre que se perde
A raiva que se tem, mas não se deve
A cremação das cartas escritas e dos abortos de palavras
O amor é.
Sonhar contigo e amar esse sonho pelo dia adentro
Desflorando-o como um fazedor de contos
De floresta desabrida pela posse do sexo
O amor é
Sempre que me puxes e me queiras e me tenhas
Só porque queres
E eu vou para esse lado que pdoe ser branco e preto e pode ser nada e tudo
O amor é e será
O amor é.
Oolhar para o céu e ver as estrelas durante o dia
A escuridão durante a noite e nunca sentir cegueira
O amor é.
Ouvir o tempo e cheirá-lo aqui e ali e saber que chegas
Aqui ao lado e me agarras sem que deixes uma palavra cair
E soltas lágrimas de alento pelo cheiro que exalo
E me possuis sem parar até ao dia que se segue
Até ao ultimo dos nossos dias.
O amor é.
Saint Jacques
Assinar:
Postagens (Atom)