terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Recomeçar... a amizade

Correm pedras na calçada,
Como ventos angustiados Que emergem do chão E largam gotas de chuva... Como se de lágrimas de alento
Recomeça... És Mulher! Sê feliz, sabemos, Há elementos corridos Como água, vento, ar e terra.
Há seres, vivos e mortos...
És mulher, repito, Só é tua, toda a loucura, que com grande lucidez, aceites. Recomeça... Agarra nos elementos Todos. Junta-os. Deixa-os, num só.




18_02_2014

sábado, 4 de janeiro de 2014

Serra Fria


Serra Fria

 

A ribeira que desce da montanha,

Lava as angústias trazidas da cidade para as Serras

Deixai cair então, pedras e nuvens que se casam e entrelaçam

E descem juntas numa tempestade de elementos.

Aqui, no sítio onde o elemento que sou,

Me transforma no que não sou,

Perco-me para me encontrar.

 

Escrever é a arte que não se tem,

Que se perde quando se encontra

E se ganha quando se perde.

 

Não sou daqui, nem sou daí.

Não sou de lugar nenhum.

 

Onde me encontro

É onde a minha alma se liberta, sempre que escreve.

 

 

Unhais Daqui


Unhais Daqui

 

Daqui poderei partir para o Céu.

Viverei poeta.

Eternamente.

Entre brumas e copas perdidas de pinheiros bravos

De tão serranos

Penhascos agrestes como a minh'Alma

Que se devassa a cada saída de tempestade.

Há-de chegar a primavera.

E quem sabe, as negras andorinhas,

Voarão, para sempre,

Com o que restar de mim

 

domingo, 1 de setembro de 2013

Desenho a 2 línguas

Desenho a 2 línguas


Por vezes a poesia encanta como os bichos
Carregados pelos homens vazios de saber
Carregados de nadas de águas e cargas de fogo
Por vezes cantam as suadas paredes de sangue
Despidas de agonias de vida. Desenhos de pesadelos
Ou de sonhos agora revestidos em ouros esvaziados de coisa alguma.
Acreditemos em tudo ou nada, o importante é acreditar.



Sometimes poetry enchants like animals
Carried by the hollow men to know
Nothings-laden water and loads of fire
Sometimes sing the sweaty walls of blood
naked agonies of life. Drawings of nightmares
Or dreams now coated in diamonds emptied of anything.
Believe in all or nothing, the important thing is to believe.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Waiting street

Well, darling wait.
Wait as the reason waits for passion!
Softens, worships, cools, heats, antagonizes,
Zooms in and out.

Run like windstorms and tsunamis water.
And as the breath of the land allocated to comfort me.

Please wait, wait for me.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Amar a Lua é amar i impossível_R


Amar a Lua é amar o impossível_

 

Amar-te, Lua minha, é o alento, mais impossível

Deitei-me em ti,  e  vi-te  Lua

Na nudez impossível de uns olhos perdidos

Caíam lágrimas secas, como se fosses eu

 

De uns olhos impossiveis de belos

Que me recebiam quase a clamar

Pelo calor que me dás, oh lua minha

Impossível ter um alento assim, impossível

 

Como os aneis que me fogem

Destes pés anões , impotentes

De te agarrar ou correr atrás

 

 

São pés de princesa da terra quente

Onde esta Lua me mira, nos mira

Nestes seus aneis espetaculares que

 

Te esperam lá um dia

E te clamam em silêncio

A nudez de uma alma perdida

 

Que é esta minha, filha de nada

Humildade de lágrimas e abraços

Perdidos

Quando o chão se desfizer, como está

 

No momento em que o pisei

Neste meu miradouro De Lua e clamei por Luz

A Lua ia forte e mesmo erguendo os braços

Gemendo em gritos silenciosos de desalento

 

Ela partiu-me. E deixou cair esta seca lágrima

Que guardo aqui, como sal, dentro de mim.

Queima. Arde. Dura. E não desaparecerá.

 

Não valia chamar o nome perdido

Fugiu-me nas entranhas de água

Como se de corpos perdidos se tratasse

 

A Lua não mira assim para outras

Almas perdidas e partidas

Amar a Lua é amar o impossível

quinta-feira, 1 de novembro de 2012


Viamoralento

 

A poesia desceu à terra e espalhou-se

Derramando sangue verde, azul, encarnado

Cairam folhas, secas e verdes, como se fosse possivel

Subiram lágrimas secas em olhos ardentes

 

Faltava a terra molhada, de chão humido

Sem que a tempestade chegasse aos pés

Aos teus pés e te me desse a viamorolento

De tempo ausente e procurado

 

Desce aos soalhos da vida e tenta que te me vejas

Toca na via da terra

Na moral e no alento

Beija o solo e o chão

 

 

Derrama o sangue, verde, azul e encarnado

Derrama o que quiseres

Mas deixa a via, e segue o alento.

 

Saint jacques