Waiting street
Well, darling wait.
Wait as the reason waits for passion!
Softens, worships, cools, heats, antagonizes,
Zooms in and out.
Run like windstorms and tsunamis water.
And as the breath of the land allocated to comfort me.
Please wait, wait for me.
Daqui, desta Lisboa compassiva, Nápoles por Suíços habitada,onde a tristeza vil, e apagada, se disfarça de gente mais activa; Daqui, deste pregão de voz antiga, deste traquejo feroz de motoreta ou do outro de gente mais selecta que roda a quatro a nalga e a barriga; Daqui, deste azulejo incandescente, da soleira da vida e piaçaba,da sacada suspensa no poente,do ramudo tristôlho que se apaga(...)(O'Neill) Mas levem para o Céu que é só Meu! (Saint Jacques)
terça-feira, 11 de junho de 2013
domingo, 16 de dezembro de 2012
Amar a Lua é amar i impossível_R
Amar a Lua é amar o impossível_
Amar-te, Lua minha, é o alento, mais impossível
Deitei-me em ti, e vi-te
Lua
Na nudez impossível de uns olhos perdidos
Caíam lágrimas secas, como se fosses eu
De uns olhos impossiveis de belos
Que me recebiam quase a clamar
Pelo calor que me dás, oh lua minha
Impossível ter um alento assim, impossível
Como os aneis que me fogem
Destes pés anões , impotentes
De te agarrar ou correr atrás
São pés de princesa da terra quente
Onde esta Lua me mira, nos mira
Nestes seus aneis espetaculares que
Te esperam lá um dia
E te clamam em silêncio
A nudez de uma alma perdida
Que é esta minha, filha de nada
Humildade de lágrimas e abraços
Perdidos
Quando o chão se desfizer, como está
No momento em que o pisei
Neste meu miradouro De Lua e clamei por Luz
A Lua ia forte e mesmo erguendo os braços
Gemendo em gritos silenciosos de desalento
Ela partiu-me. E deixou cair esta seca lágrima
Que guardo aqui, como sal, dentro de mim.
Queima. Arde. Dura. E não desaparecerá.
Não valia chamar o nome perdido
Fugiu-me nas entranhas de água
Como se de corpos perdidos se tratasse
A Lua não mira assim para outras
Almas perdidas e partidas
Amar a Lua é amar o impossível
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Viamoralento
A poesia desceu à terra e espalhou-se
Derramando sangue verde, azul, encarnado
Cairam folhas, secas e verdes, como se fosse possivel
Subiram lágrimas secas em olhos ardentes
Faltava a terra molhada, de chão humido
Sem que a tempestade chegasse aos pés
Aos teus pés e te me desse a viamorolento
De tempo ausente e procurado
Desce aos soalhos da vida e tenta que te me vejas
Toca na via da terra
Na moral e no alento
Beija o solo e o chão
Derrama o sangue, verde, azul e encarnado
Derrama o que quiseres
Mas deixa a via, e segue o alento.
Saint jacques
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
PASSOS PERDIDOS PELO SINO
PASSOS PERDIDOS PELO
SINO
O sino tocou e ouvi-o lá ao longe
Num tilintar suave como se de uma coração
Se tratasse. Dois amantes se perderam
Deixaram que as trevas se apoderassem
E os possuísse nos corações numa guerra incessante
De um Júpiter contra o Marte, acredite-se
Os dois se perderam, um ao outro
Num respeito parado
Os corpos que se mutilaram outrora
Em alento incessante
Ficou um deles ora em vígilia
O sonho morreu. Não quero sonhar
Talvez no dia em que torne a adormecer
Talvez para sempre, não sei
Mas adormecer
Quero acordar dentro dessa vigilia sonhada
Nos braços do meu amante.
E daí não sairei nunca mais, como se de uma morte
Se tratasse. Morrer a amar. Não é morrer de amor.
É morrer e mais nada
São os passos perdidos aqui no meu sino
Sininho que tilinta, porque o seu coração
Parou!
Morreu nos passos perdidos do sino parado.
De Santiago
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Nascer e morrer, daí. do meu ventre
Morrer e nascer dai
Nunca a morte ficou tão contemplativa
Como ao ver o filho morto
Morte desventrada do ventre de sua mãe
Nem pode viver para jazer
Morreu vivo, a quente-dor
Jaze em viva memória
O menino que nunca foi
Mas é de sua mãe
Parte em glórias desvanecidas
Parte em sentidas persianas
Persas e pérfidas
Oníricas e dantescas dores paridas
Menino que nunca foi
Mas é de sua mãe
A insónia mata o lema
Desvanece a vela da vida
Cruza oceanos e tempestades
Mas a insónia viva, segue
Em frente, viva, em frente
Valente insónia
Morteviva vivamorte insónia
O que é o amor? E o que é o amar?
Quando a insónia chega
E nada nos chega para consolar
O que é amar? É partir! Sim partir
O leme e largar a vela
Mas rumo nos meus oceanos
Viva morta
A mae do seu menino
Jaz morto, mas ela vive
DESAINT
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Escrever
Eu hei-de escrever toda a poesia
Toda aquela com que faço amor
Nas noites quentes do vento
Calo, dores e partos, gritos
Ai o que amo esta escrita que me maltrata
E me espezinha como se de homem desejado
E não tido se tratasse
Ai o comi te quero escrita minha
Que tantos prazeres orgasmados
Me fazes sentir nas entranhas da minha mente
Acorda agora e corre Já não quero escrever para ti.
Enlouqueci, para a vida e para a morte.
E parti. Vou casar-me. Esta noite secretamente.
E vou despedir-me do que amo
Aquele que tem medo
Até do ar que o rodeia
Teve mãe que o travou na vida
Não teve amor, teve talvez cuidados
Sem cuidados de escrita
Parte de mim oh arte de nada saber.
Nada escrever.
Ai como te perdi.
Maio de 2012-05-28
Eu hei-de escrever toda a poesia
Toda aquela com que faço amor
Nas noites quentes do vento
Calo, dores e partos, gritos
Ai o que amo esta escrita que me maltrata
E me espezinha como se de homem desejado
E não tido se tratasse
Ai o comi te quero escrita minha
Que tantos prazeres orgasmados
Me fazes sentir nas entranhas da minha mente
Acorda agora e corre Já não quero escrever para ti.
Enlouqueci, para a vida e para a morte.
E parti. Vou casar-me. Esta noite secretamente.
E vou despedir-me do que amo
Aquele que tem medo
Até do ar que o rodeia
Teve mãe que o travou na vida
Não teve amor, teve talvez cuidados
Sem cuidados de escrita
Parte de mim oh arte de nada saber.
Nada escrever.
Ai como te perdi.
Maio de 2012-05-28
sábado, 31 de março de 2012
BEIJO ENTRE A MÃO E O CORPO
Eu sei que o primeiro beijo se dá aí.
E foi há muito tempo, nos nossos olhos.
E isso, apesar de despida,
foi um corpo entregue,
que te foi entregue,
não por mim,
pela criação e Mão de Deus.
Por isso recebe e agradece.
Não, não te vou!…
Não te vou te roubar um beijo.
E mesmo que não seja por bem,
não resisto a esse sorriso de alento
com a cor dessa boca pintada
de cor natural.
Vem sorrindo e sorrindo,
misturado para mim,
com essa boca me envenenas,
com esses olhos
que me olhas e me condenas.
E eu fico perdida
e assim perco o corpo
que esvoaça para ti.
E não quero que partas
de mim.
Acabei de chegar.
E chegar dentro de ti, na alma,
que me fazes sentir de verdade, Pré-maquetagem
"JACA EM ESCAMAS"
RCP EDIÇÕES
20
porque sem quereres o meu beijo
vais não mais ter, porque é dele
que podes vir, e não voltar
a sofrer.
Canta me os teus segredos
na minha boca e não pares,
porque é isso – apenas – que te me quero
ouvir, sentes?
Eu sei que o primeiro beijo se dá aí.
E foi há muito tempo, nos nossos olhos.
E isso, apesar de despida,
foi um corpo entregue,
que te foi entregue,
não por mim,
pela criação e Mão de Deus.
Por isso recebe e agradece.
Não, não te vou!…
Não te vou te roubar um beijo.
E mesmo que não seja por bem,
não resisto a esse sorriso de alento
com a cor dessa boca pintada
de cor natural.
Vem sorrindo e sorrindo,
misturado para mim,
com essa boca me envenenas,
com esses olhos
que me olhas e me condenas.
E eu fico perdida
e assim perco o corpo
que esvoaça para ti.
E não quero que partas
de mim.
Acabei de chegar.
E chegar dentro de ti, na alma,
que me fazes sentir de verdade, Pré-maquetagem
"JACA EM ESCAMAS"
RCP EDIÇÕES
20
porque sem quereres o meu beijo
vais não mais ter, porque é dele
que podes vir, e não voltar
a sofrer.
Canta me os teus segredos
na minha boca e não pares,
porque é isso – apenas – que te me quero
ouvir, sentes?
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